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28/07/2006 - 14:24
Marcas Genéricas?

Apesar de na maioria dos idiomas "marca" derivar do verbo "marcar", o conceito não é fácil de definir. Há ainda marcas que ultrapassam todas as definições e são o próprio sinónimo do produto.

O fenómeno é antigo e regista-se em diversas casos, em alguns está de tal ponto enraizado que nem nos apercebemos que usamos marcas para designar todos os produtos de uma categoria ou nem sabemos que o fazemos. Quem é que não utiliza a palavra "gillette" para se referir à lâmina de barbear ou o termo "rímel" para falar da máscara usada nas pestanas?

É difícil programar ou prever quando uma marca se torna genérica, é imprevisível e está dependente dos consumidores. Geralmente, acontece em casos em que a marca é pioneira no mercado ou não existe uma palavra para definir o produto, podendo também surgir após uma forte campanha de marketing e publicidade. Um exemplo é a Pedras Salgadas que ficou conhecida, na década de 60, como água das pedras devido a uma campanha publicitária que utilizava o slogan "Todas as horas são boas para beber água das pedras", desde então passou também a ser sinónimo de água com gás.

A utilização de marcas genéricas varia conforme o país e até consoante as regionais, vejamos o exemplo da expressão cimbalino para pedir um café no Porto, o qual tem por base a marca italiana de máquinas de café expresso La Cimbali.

Foi um acontecimento muito vulgar nas décadas de 50, 60 e 70 com o nascimento do marketing como ciência e o surgimento de novos produtos. Actualmente, não é tão frequente até porque todos os dias surgem inúmeras marcas novas e não há espaço nem tempo para que vinguem no mercado como genéricas.

As opiniões divergem quando se discute se esta situação é o sonho ou o pesadelo de qualquer marca. No fundo, tem as duas vertentes, grandes vantagens e grandes desvantagens. Se por um lado, ao fazer parte do léxico da língua, a marca se torna imensamente conhecida e é alvo de publicidade gratuita, por outro, pode perder toda a sua identidade e o direito de se registrar e de se proteger. A Sony perdeu os seus direitos sobre a sua marca registada Walkman porque foi considerado que não havia uma palavra capaz de a susbtituir na designação do produto.

                       
A imprensa e os dicionários são dois meios peritos em criar e difundir marcas genéricas. No Merraim-Webster Online, McJobs (McDonalds) significa empregos mal pagos, que requerem poucas habilidades e com escassas perspectivas de progressão na carreira. Quando o termo foi inserido no dicionário, já tinha um percurso de 17 anos na imprensa. Recentemente, a palavra Google passou a significar procurar na Internet. Uma outra marca que se tornou verbo é a Xerox que, rapidamente, se tornou sinónimo de fotocopiar, particularmente no Brasil onde é utilizado o verbo "xerocar".

                         
Para terminar, ficam alguns exemplos de marcas que deram o nome ao produto: Água das Pedras (Pedras Salgadas), Aspirina, Black & Decker, Cimbalino ( La Cimbali), Gillette, Google, Jacuzzi, Jeep, Kispo, Polaroid, Post-it, Termo, Tupperware, Visa, Walkman, Babygrow, Kleenex, Rímel, Sabrinas, Velcro, Xerox, ...

Fonte: Mkt Online

Emmeline
meg_ol@yahoo.com.br

 
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